segunda-feira, 28 de abril de 2008

Fonte de riquezas

Para quem não sabe, o lixo é uma fonte de riquezas. Dele “saem” papéis, folhas de alumínio, lâminas de borracha, fibras e até energia elétrica, gerada com a combustão. Contudo poucas pessoas conhecem, ou tem consciência das utilidades que o lixo que não é lixo tem no nosso dia a dia quando reciclado.
O Brasil desperdiça anualmente R$ 4,6 bilhões porque não investe mais em reciclagem. Por mais que já tenhamos um desenvolvimento razoável, ainda há muito que reaproveitar daquilo que jogamos nos lixões.
As grandes cidades produzem uma quantidade enorme de lixo. 39% por exemplo, de todo o lixo que é produzido refere-se a papelão e papel, o que pode ser reaproveitado, evitando o corte de arvores e desperdício de matéria prima.
O Japão é um ótimo exemplo da reciclagem do vidro. Enquanto o Brasil recicla apenas 5%, os japoneses reciclam 55,5% desse material. A reciclagem é um importante método para deixar os locais limpos, afinal enquanto esse material é reciclado ele não fica nas ruas, lotes vazios ou entulhados (isso quando não viram cacos). A reciclagem das latas de aço, por exemplo, evita que o minério de ferro seja retirado da natureza.
Além disso, a venda de recicláveis é fonte de renda para muitas famílias. Esse é mais um ponto positivo, no qual podemos contribuir. Fazer a separação do lixo e entregar para o carrinheiro é uma atitude simples que demonstra a preocupação das pessoas pelos de seus atos. Afinal não basta falar em reciclagem, é necessário trabalhar para que isso realmente seja realidade.
Fonte: www.ambientebrasil.com.br

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O Ranking da poluição paulista

Um levantamento apresentado pelo secretário Francisco Graziano Neto, durante reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), apresentou a lista das primeiras cem maiores empresas geradoras de CO2 de São Paulo.
A campeã em poluir foi a Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa). Ela é responsável pela emissão de 6,35 milhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono de origem fóssil) por ano. As refinarias Replan, Revap e RPBC, pertencentes ao grupo Petrobras, aparecem logo em seguida. Logo mais é a vez da Replan, (produtora de derivados do petróleo) que emite 3,12 milhões toneladas de CO2 por ano. A quinta colocada é a Petroquímica União (PqU) mandando para a atmosfera 1,46 milhão de toneladas do gás por ano.
É importante observar que as primeiras oito colocadas no ranking produzem juntas 18,26 milhões de toneladas de CO2 por ano, o que equivale a 63% do total.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Processo inverso: o meio ambiente agradece

Encontra-se em processo de aprovação, o projeto de Lei 1991/07 que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que responsabiliza o fabricante pelo descarte do seu produto após o término da vida útil, ou seja, os produtos terão que voltar para seu local de origem. Computadores, impressoras, celulares, entre outros produtos usados, terão que voltar para a indústria.
Com essa lei as empresas não apenas vendem os produtos, mas tem a responsabilidade por todo o processo, desde a fabricação até o recolhimento. Isso representa um avanço importante na preservação do meio ambiente, além de ser uma alternativa de reaproveitamento dos produtos.
As empresas terão um prazo de dois anos para se adequarem ao processo inverso do qual estão acostumados: ao invés de vender, vão receber os produtos inutilizáveis. Com essa perspectiva, é possível pensar num processo avançado de reciclagem, tanto em produtos novos quanto na tranformação em outros produtos.
Essa é uma forma ainda de conscientizar a população da importância de reciclar. Estamos mobilizando desse modo, tanto a população quanto as empresas, que pensarão em formas de incentivo aos seus clientes.
Um novo avanço rumo à conscientização de toda a população está perto de ser aprovado. Preservar deve fazer parte das políticas empresariais das lojas, fábricas e distribuidoras. A nova moda agora é o processo inverso entre empresas e consumidores!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Começando a se mexer

Para quem não queria nem saber em contribuir para a diminuição da poluição na planeta, já é um bom começo anunciar que a indústria energética vai diminuir a emissão de poluentes. O presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou nesta quarta-feira (16) que o país pretende conter a industria energética com objetivo de deter o crescimento das emissões de gases no país até 2025.
Espanto? Pode até ser, mas já estava na hora dos EUA preservar o meio ambiente, afinal a revolução industrial que se desenvolveu naquele país de forma desenfreada elevou a taxa de poluição nos últimos cem anos de maneira espantosa.
Porém o presidente deixou claro que não vai atacar a economia para deter a emissão de gazes. Um país pautado pela economia crescente, novas tecnologias e grandes descobertas na área industrial não vai deixar de lucrar. O “pai” do capitalismo do século XX e XXI jamais trairá a lei da economia e do lucro. Mas para quem não mexia “um dedo” sequer, agora já está dando uma leve mexida nas articulações.

Adeus cerrado... a cana- de-açúcar está chegando!

Para aqueles que adoram uma derivada da cana nos fins de tarde ou num sábado à noite com a galerinha... que tal pensar no meio ambiente um pouquinho? A cana está tomando conta do cerrado. Cerca de 140 mil hectares do cerrado brasileiro, considerados unidades de conservação foram transformados em canavial na safra de 2006/2007.
O cerrado já teve 39% de sua área desmatada, perdendo apenas para a Mata Atlântica, da qual restam menos de 25 % de sua área. Segundo os ambientalistas, esse desmatamento do cerrado tende a crescer com a chegada da “era” dos bicombustíveis.
Como tudo na vida tem seu lado bom e ruim, os bicombustíveis podem diminuir a emissão dos gazes tóxicos, no entanto a plantação em grande escala da matéria prima pode contribuir para a devastação de um importante bioma característico da região centro-oeste do Brasil.
São Paulo é o maior produtor de cana do país, porém tem 86 mil hectares desmatados. As áreas próximas às usinas detêm a maior parte do território desmatado, sendo que ainda assim incentivam as grandes produções. Lógica do consumo, do capitalismo e da modernidade. Estamos dando adeus ao cerrado, perdendo uma importante área rica em fauna e flora e dando espaço para a produção da cana-de-açúcar para produção do açúcar, das derivadas do fim de semana e do bicombustível (que ainda merece bons estudos antes de ser expandido).

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Jogos olímpicos de Pequim podem ser prejudiciais à saúde

Com forte crescimento econômico nos últimos anos, a China adquiriu o título de maior emissor de dióxido de carbono, um dos principais gazes que causa o efeito estufa e chegou a passar os Estados Unidos em 8% na sua produção, segundo Agência Ambiental da Holanda.
Os jogos olímpicos de Pequim 2008 colocam á tona as preocupações com os problemas ambientais no país. No último Domingo, a realização da Maratona de Pequim foi um teste para verificar se os atletas agüentam o ar poluído. Graças ao vento e a chuva fina que ocorria no percurso da prova, não houve grandes conseqüências aos atletas. No entanto, a grande maioria dos comitês olímpicos dos países ainda tem uma grande preocupação com a poluição do ar, como é o caso da Austrália, que anunciou nesta última semana que os atletas serão submetidos a testes de asma, para verificar os mais vulneráveis à poluição.
Desde o início do ano, o governo chinês tomou algumas providências para a diminuição dos gases poluentes. Uma das atitudes tomadas, por exemplo, foi a desativação das fábricas de cimento aos redores da capital Pequim. No entanto, não se sabe ao certo se a qualidade do ar será possível até as olimpíadas, e muito menos, se logo após o termino dos jogos olímpicos o governo chinês continuará com as políticas para ter um ar mais limpo não só para os atletas, mas também para toda a população.

Cada um com seus interesses

Enquanto as ONGs e ambientalistas procuram uma saída para os problemas ambientais na região Norte do Brasil, alguns políticos acham que não é necessário o uso de operações da Polícia Federal do IBAMA. Não é de se espantar, não é? Como tudo na vida, agimos segundo nossos interesses ou dos mais “chegados”.
De acordo com o Jornal on-line Ambiente Brasil, os senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Expedito Júnior (PR-RO) e Jayme Campos (DEM-MT) querem obstruir a pauta de votações do Senado até que ações da Operação Arco de Fogo da PF (Polícia Federal) sejam suspensas.
Esta operação realizada na região amazônica tem por objetivo conter o desmatamento e a atuação das madeireiras que agem na ilegalidade, no entanto tentar conter as madeireiras da região é mexer num “caixão de abelha”.
O setor madeireiro é um dos setores de maior visibilidade econômica da região, além de ser uma atividade típica da região. Desse modo, ficam nítidos os interesses na tentativa de suspender a operação da PF e do IBAMA. Sem o corte das árvores a economia local pára e a região não se desenvolve, segundo os senadores.
As ações já foram realizadas nos estados do Mato Grosso, Rondônia e atualmente a operação está atuando no Pará. Até agora já foram apreendidos 39 mil m3 de madeira, aplicadas R$ 43,2 milhões em multas e várias pessoas foram presas, além de serrarias fechadas.
Esse resultado obtido com certeza não é agradável para aqueles que vêem na região um pólo empreendedor e que pode gerar muito dinheiro. Imagina quanto dinheiro os grandes madeireiros não deixaram de ganhar com esses 39 mil m3 de madeira que forem deixados de vender?
Os senadores alegam que a operação está desativando a economia local, que atualmente está parada. Contudo, onde fica a preocupação ambiental? O setor madeireiro atua na ilegalidade e os senadores ainda querem defender que as “regras são rígidas demais”.
Há interesses por trás de tudo isso, não há como negar. A solução do problema teoricamente é simples, porém dificilmente aplicada na prática. É necessário que as serrarias trabalhem apenas dentro daquilo que a lei permite, no entanto quem disse que um madeireiro acostumado a ganhar milhões vai concordar em deixar de lucrar, não é mesmo? Herdeiros do capitalismo aparecem até nas regiões em que achamos que este ainda nem chegou. Engano nosso, o capitalismo já atravessou o rio Amazonas!
Mas a maior indignação aqui presente é com relação aos políticos que agem como se desmatar não fosse um problema ambiental. Olhe só como trabalham os representantes no cenário político brasileiro: defendem os grandes empreendedores capitalistas (e é claro com seus interesses) enquanto órgãos públicos e organizações não-governamentais lutam pela preservação de um patrimônio que é de todos os brasileiros.