domingo, 25 de maio de 2008

Que tal pensar na comercialização também?

Entre os dias 11 e 15 de junho, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estará fazendo consultas com a população com relação às normas e leis de produção dos alimentos orgânicos. È uma forma validade de decidir sobre o futuro deste setor que está em visível crescimento nos últimos anos, contudo existem outros pontos importantes que não são discutidos numa legislação, mas que devem ser levados em conta. Não adianta pensar se o produtor vai poder utilizar o fertilizante x ou y ou qual a melhor forma de conter as pragas na plantação se não se pensa nas formas de comercialização do produto. Afinal, uma das maiores reclamações é o baixo preço do produto pago ao produtor e o alto valor no mercado, o que de certa forma inviabiliza a produção, pois muitas pessoas deixam de comprar já que o valor é bastante diferente do convencional. É preciso além de uma legislação, discutir como o produto pode se tornar mais barato para o consumidor, para aumentar as vendas e ao mesmo tempo o produtor poder se sustentar com a venda da produção orgânica. Não é um assunto fácil de colocar em discussão e muito menos encontrar solução, mas é algo necessário.
Fonte: Portal do Meio Ambiente / www.consumidor-rs.com.br

terça-feira, 13 de maio de 2008

Alternativas são bem vindas

Enquanto pega fogo a discussão sobre a responsabilidade do bicombustível pela crise dos alimentos, aparecem a passos lentos pesquisas que tentam encontrar uma saída para a produção sem utilizar espaços que, segundo algumas autoridades, poderiam ser utilizados para produção de alimentos. Uma das saídas para a produção do novo combustível é a partir de óleo de microalgas. A Algafuel, empresa portuguesa já produz óleo de microalgas para bicombustível com fins industriais. O Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) também têm promovido estudos sobre o assunto, como uma solução para não competir com o espaço rural de produção agrícola. Esse tipo de experiência revela que os pesquisadores estão preocupados com as questões ambientais e socioeconômicas. As algas podem ser criadas com facilidade, em qualquer tipo de água e solo e necessitam luz solar e dióxido de carbono (CO2). Contudo, esse processo se torna menos viável pela questão financeira. É duas vezes mais caro que o produzido normalmente com as oleaginosas. É preciso produção ao mesmo nível da procura, para baixar os preços. Mas, quem sabe nos próximos anos, não seja possível utilizar essa nova descoberta, que de certa forma contribui (e muito) para o meio ambiente. Com um pouco mais de tecnologias e atenção voltada para essa estratégia, ela tende a crescer. Fonte: http://www.biodieselbr.com

Governo Federal X Meio Ambiente

A saída da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva só demonstrou o conflito existente entre a pasta do Meio Ambiente e Governo Federal. Durante os cinco anos em que a ministra ficou no cargo pôde se observar vários conflitos estabelecidos. Podemos colocar como exemplo a concessão das novas hidrelétricas do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, localizadas nas regiões de Santo Antônio e Jirau no Rio Madeira em Roraima, que gerou atritos constantes entre o Ministério do Meio Ambiente com a Casa Civil. Além do desentendimento na afirmação dos últimos dados em relação ao desmatamento da floresta amazônica. Segundo o presidente Lula, os dados não são considerados tão preocupantes, mas para a ministra Marina Silva, os dados não eram só preocupantes, mas também alarmantes. Esse e entre outros embates demonstram que o Governo Federal ainda se confronta com as questões ambientais, e continuam não dando a importância que deveria ser dada para estes assuntos. Será que Calos Minc, atual Secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, convidado para assumir o lugar de Marina Silva enfrentará novos embates com o Governo Federal? Ou será tão polêmico como foi a “militante ambiental” Marina Silva na pasta do Meio Ambiente.

Um grão vale ouro

Do jeito que anda o cenário, daqui há alguns anos vai ser difícil comer arroz e feijão. E o problema não é só no Brasil. A alta nos preços dos alimentos abrange toda a população mundial. Está caro para comer em todos os lugares do mundo, isso quando se tem com o que pagar. Porém, estava mais do que na cara que essa crise ia acontecer mais cedo ou mais tarde.
Enquanto as preocupações dos países eram com os grandes centros urbanos, o campo ficou totalmente esquecido durante décadas. O que era pauta nos últimos anos nas grandes discussões em todo o mundo? O planejamento urbano, industrial, tecnológico e uma série de coisas voltadas sempre para a cidade. Enquanto isso, encontrar políticas agrícolas em desenvolvimento era o mesmo que procurar uma agulha num palheiro.
Um país caracterizado pela industrialização e avanços tecnológicos sempre teve muito mais relevância com relação aqueles que como o Brasil, era voltado para a agricultura. Uma nação de roceiros, caipiras, fazendeiros grossos, e outros “apelidos” era a referência que se tinha dos países agrícolas.
Agora a situação é outra, e quem sai na frente é aquele que produz alimentos e não o que desenvolveu um novo robô ou modelo de celular. A crise dos alimentos é pauta até da reunião do G-8. A preocupação do momento é a alta dos preços dos alimentos, que tiveram uma elevação entre 6% e 20%, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).
Esse aumento significativo ressalta ainda mais a desigualdade social e conseqüentemente haverá um maior número de famintos andando por aí em busca de um prato de comida. Por isso a preocupação em incentivar os países a produzirem e investirem na produção agrícola como forma de conter alta de preços e as conseqüências de tudo isso.
Só assim para o campo ter importância. Vai chover políticas em todo o mundo para melhorar as condições agrícolas. E a cidade agora vai depender ainda mais do campo para comer bem e mais barato, ou pelo menos vai ajudar a pensar alternativas para garantir o que comer.
Imagem retirada do site: www.prefvictorgraeff.com.br

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Brasil polui menos!

Segundo pesquisa divulgada na quinta-feira pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil emitiu o equivalente a 1,84 tonelada de gás carbônico (CO2) por habitante em 2007, enquanto os Estados Unidos emitiram o equivalente a 19,61 toneladas. Esse resultado bastante satisfatório, tanto para o meio ambiente quanto para nós mesmos advém da política de energia renovável que se discipou no país.
Podemos apresentar como energias renováveis a hidrelétrica e biomassa. O Brasil destaca-se em diversas regiões com a hidrelétrica, já que o país apresenta grandes possibilidades para sua geração, devido ao fluxo das águas adequadas para a cosntrução de usinas.
Ao invés de investir em usinas nucleares, que oferece riscos para a região onde se localiza e problemas ambientais devido a poluição, é mais inteligente pensar formas que utilizem os recursos naturais, como a hidrelétrica já que temos essa possibilidade.
É preciso por em prática essas idéias e não continuar investindo nas usinas nucleares. Além de custar caro para o país, ela causa danos irreversíveis à natureza. Nós temos um papel importante de divulgar essa meta alcançada e lutar para que isso não seja apenas números “do momento”, mas que seja resultado do desenvolvimento das políticas de preocupação ambiental.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Diga não ao carvão!

O Núcleo Amigos da Terra/Brasil está lançando um livro chamado “Carvão e as mudanças climáticas”, que chama a atenção para o impacto das termoelétricas no meio ambiente.
O livro trabalha com a conscientização da população com relação às tentativas de investimento do governo na geração de energia pela utilização do carvão. Enquanto se pensa no desmatamento e queima das florestas, as medidas contra a queima de carvão ficam esquecidas, como se estas não contribuíssem para a poluição.
Ainda hoje as queimadas e o desmatamento são os maiores emissores de CO2 no Brasil, contudo com a expansão das termoelétricas, estas também serão as grandes responsáveis por essa emissão, que conseqüentemente terá um aumento significativo.
Além disso, essa tentativa de aumentar a geração de energia utilizando como fonte geradora o carvão é controversa, afinal vai contra as políticas ambientais discutidas pelo governo, ONGs e ambientalistas. Esse “avanço “ na geração de energia, segundo o livro, contraria as tendências mundiais e anda na contramão da história. Sendo assim o Brasil poderá tornar-se um dos maiores vilões ambientais do planeta. Fonte: www.ecoagencia.com.br

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Geração com preocupação ambiental é um avanço

De acordo com o Portal do meio Ambiente, uma pesquisa realizada com estudantes de Administração de Empresas da Universidade de São Paulo (USP) e de faculdades privadas, mostra que os jovens já estão tendo uma preocupação ambiental mais visível, afinal a escolha da empresa “dos sonhos”, está relacionada com as preocupações ambientais e sociais da mesma.
Isso é um grande avanço, afinal a idéia que se tinha dos jovens há algum tempo era de uma geração sem despreocupada com a situação social e com a preservação ambiental. Essa nova perspectiva com relação à geração jovem é que as preocupações sociais continuem. E que colocadas em prática, incentivem também as próximas.
Fonte: http://www.portaldomeioambiente.org.br/ / www.saae.santafedosul.sp.gov.br

Tapando o sol com a peneira

É assim que podemos simplificar a idéia de desmatar para conter a crise dos alimentos, vinda do então governador do Mato Grosso Blairo Maggi. Segundo ele é “inevitável” desmatar para poder abrir áreas para produção agrícola.
Como se essa fosse uma ótima saída! Isso apenas resolve o problema por um tempo. Até por que, se essa idéia for colocada em prática daqui alguns anos o problema possa não ser a crise de alimentos, mas uma crive generalizada em todo o mundo.
A saída viável para este problema não é desmatar para ocupar mais áreas. É necessária a utilização e reestruturação das áreas que tem problemas, utilizando para isso as novas tecnologias que podem melhorar a produção sem causar maiores danos à natureza.
É contraditório pensar em resolver um problema, sabendo que se estará causando outro, com alcances ainda incalculáveis. Ao mesmo tempo em que há uma política de preservação das áreas que ainda restam, alguns “sem noção” fingem não observar essas políticas e propõem soluções inadequadas que entram em desacordo com as já existentes. Ou seja, conter a crise de alimentos com o desmatamento é tapar o sol com a peneira, afinal logo outro problema surgirá.
Fonte: www.ambientebrasil.com.br / www.rtp.pt