Do jeito que anda o cenário, daqui há alguns anos vai ser difícil comer arroz e feijão. E o problema não é só no Brasil. A alta nos preços dos alimentos abrange toda a população mundial. Está caro para comer em todos os lugares do mundo, isso quando se tem com o que pagar. Porém, estava mais do que na cara que essa crise ia acontecer mais cedo ou mais tarde.
Enquanto as preocupações dos países eram com os grandes centros urbanos, o campo ficou totalmente esquecido durante décadas. O que era pauta nos últimos anos nas grandes discussões em todo o mundo? O planejamento urbano, industrial, tecnológico e uma série de coisas voltadas sempre para a cidade. Enquanto isso, encontrar políticas agrícolas em desenvolvimento era o mesmo que procurar uma agulha num palheiro.
Um país caracterizado pela industrialização e avanços tecnológicos sempre teve muito mais relevância com relação aqueles que como o Brasil, era voltado para a agricultura. Uma nação de roceiros, caipiras, fazendeiros grossos, e outros “apelidos” era a referência que se tinha dos países agrícolas.
Agora a situação é outra, e quem sai na frente é aquele que produz alimentos e não o que desenvolveu um novo robô ou modelo de celular. A crise dos alimentos é pauta até da reunião do G-8. A preocupação do momento é a alta dos preços dos alimentos, que tiveram uma elevação entre 6% e 20%, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).
Esse aumento significativo ressalta ainda mais a desigualdade social e conseqüentemente haverá um maior número de famintos andando por aí em busca de um prato de comida. Por isso a preocupação em incentivar os países a produzirem e investirem na produção agrícola como forma de conter alta de preços e as conseqüências de tudo isso.
Só assim para o campo ter importância. Vai chover políticas em todo o mundo para melhorar as condições agrícolas. E a cidade agora vai depender ainda mais do campo para comer bem e mais barato, ou pelo menos vai ajudar a pensar alternativas para garantir o que comer.
Imagem retirada do site: www.prefvictorgraeff.com.br
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