segunda-feira, 21 de abril de 2008

Jogos olímpicos de Pequim podem ser prejudiciais à saúde

Com forte crescimento econômico nos últimos anos, a China adquiriu o título de maior emissor de dióxido de carbono, um dos principais gazes que causa o efeito estufa e chegou a passar os Estados Unidos em 8% na sua produção, segundo Agência Ambiental da Holanda.
Os jogos olímpicos de Pequim 2008 colocam á tona as preocupações com os problemas ambientais no país. No último Domingo, a realização da Maratona de Pequim foi um teste para verificar se os atletas agüentam o ar poluído. Graças ao vento e a chuva fina que ocorria no percurso da prova, não houve grandes conseqüências aos atletas. No entanto, a grande maioria dos comitês olímpicos dos países ainda tem uma grande preocupação com a poluição do ar, como é o caso da Austrália, que anunciou nesta última semana que os atletas serão submetidos a testes de asma, para verificar os mais vulneráveis à poluição.
Desde o início do ano, o governo chinês tomou algumas providências para a diminuição dos gases poluentes. Uma das atitudes tomadas, por exemplo, foi a desativação das fábricas de cimento aos redores da capital Pequim. No entanto, não se sabe ao certo se a qualidade do ar será possível até as olimpíadas, e muito menos, se logo após o termino dos jogos olímpicos o governo chinês continuará com as políticas para ter um ar mais limpo não só para os atletas, mas também para toda a população.

Cada um com seus interesses

Enquanto as ONGs e ambientalistas procuram uma saída para os problemas ambientais na região Norte do Brasil, alguns políticos acham que não é necessário o uso de operações da Polícia Federal do IBAMA. Não é de se espantar, não é? Como tudo na vida, agimos segundo nossos interesses ou dos mais “chegados”.
De acordo com o Jornal on-line Ambiente Brasil, os senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Expedito Júnior (PR-RO) e Jayme Campos (DEM-MT) querem obstruir a pauta de votações do Senado até que ações da Operação Arco de Fogo da PF (Polícia Federal) sejam suspensas.
Esta operação realizada na região amazônica tem por objetivo conter o desmatamento e a atuação das madeireiras que agem na ilegalidade, no entanto tentar conter as madeireiras da região é mexer num “caixão de abelha”.
O setor madeireiro é um dos setores de maior visibilidade econômica da região, além de ser uma atividade típica da região. Desse modo, ficam nítidos os interesses na tentativa de suspender a operação da PF e do IBAMA. Sem o corte das árvores a economia local pára e a região não se desenvolve, segundo os senadores.
As ações já foram realizadas nos estados do Mato Grosso, Rondônia e atualmente a operação está atuando no Pará. Até agora já foram apreendidos 39 mil m3 de madeira, aplicadas R$ 43,2 milhões em multas e várias pessoas foram presas, além de serrarias fechadas.
Esse resultado obtido com certeza não é agradável para aqueles que vêem na região um pólo empreendedor e que pode gerar muito dinheiro. Imagina quanto dinheiro os grandes madeireiros não deixaram de ganhar com esses 39 mil m3 de madeira que forem deixados de vender?
Os senadores alegam que a operação está desativando a economia local, que atualmente está parada. Contudo, onde fica a preocupação ambiental? O setor madeireiro atua na ilegalidade e os senadores ainda querem defender que as “regras são rígidas demais”.
Há interesses por trás de tudo isso, não há como negar. A solução do problema teoricamente é simples, porém dificilmente aplicada na prática. É necessário que as serrarias trabalhem apenas dentro daquilo que a lei permite, no entanto quem disse que um madeireiro acostumado a ganhar milhões vai concordar em deixar de lucrar, não é mesmo? Herdeiros do capitalismo aparecem até nas regiões em que achamos que este ainda nem chegou. Engano nosso, o capitalismo já atravessou o rio Amazonas!
Mas a maior indignação aqui presente é com relação aos políticos que agem como se desmatar não fosse um problema ambiental. Olhe só como trabalham os representantes no cenário político brasileiro: defendem os grandes empreendedores capitalistas (e é claro com seus interesses) enquanto órgãos públicos e organizações não-governamentais lutam pela preservação de um patrimônio que é de todos os brasileiros.