terça-feira, 22 de abril de 2008

Começando a se mexer

Para quem não queria nem saber em contribuir para a diminuição da poluição na planeta, já é um bom começo anunciar que a indústria energética vai diminuir a emissão de poluentes. O presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou nesta quarta-feira (16) que o país pretende conter a industria energética com objetivo de deter o crescimento das emissões de gases no país até 2025.
Espanto? Pode até ser, mas já estava na hora dos EUA preservar o meio ambiente, afinal a revolução industrial que se desenvolveu naquele país de forma desenfreada elevou a taxa de poluição nos últimos cem anos de maneira espantosa.
Porém o presidente deixou claro que não vai atacar a economia para deter a emissão de gazes. Um país pautado pela economia crescente, novas tecnologias e grandes descobertas na área industrial não vai deixar de lucrar. O “pai” do capitalismo do século XX e XXI jamais trairá a lei da economia e do lucro. Mas para quem não mexia “um dedo” sequer, agora já está dando uma leve mexida nas articulações.

Adeus cerrado... a cana- de-açúcar está chegando!

Para aqueles que adoram uma derivada da cana nos fins de tarde ou num sábado à noite com a galerinha... que tal pensar no meio ambiente um pouquinho? A cana está tomando conta do cerrado. Cerca de 140 mil hectares do cerrado brasileiro, considerados unidades de conservação foram transformados em canavial na safra de 2006/2007.
O cerrado já teve 39% de sua área desmatada, perdendo apenas para a Mata Atlântica, da qual restam menos de 25 % de sua área. Segundo os ambientalistas, esse desmatamento do cerrado tende a crescer com a chegada da “era” dos bicombustíveis.
Como tudo na vida tem seu lado bom e ruim, os bicombustíveis podem diminuir a emissão dos gazes tóxicos, no entanto a plantação em grande escala da matéria prima pode contribuir para a devastação de um importante bioma característico da região centro-oeste do Brasil.
São Paulo é o maior produtor de cana do país, porém tem 86 mil hectares desmatados. As áreas próximas às usinas detêm a maior parte do território desmatado, sendo que ainda assim incentivam as grandes produções. Lógica do consumo, do capitalismo e da modernidade. Estamos dando adeus ao cerrado, perdendo uma importante área rica em fauna e flora e dando espaço para a produção da cana-de-açúcar para produção do açúcar, das derivadas do fim de semana e do bicombustível (que ainda merece bons estudos antes de ser expandido).