terça-feira, 13 de maio de 2008

Alternativas são bem vindas

Enquanto pega fogo a discussão sobre a responsabilidade do bicombustível pela crise dos alimentos, aparecem a passos lentos pesquisas que tentam encontrar uma saída para a produção sem utilizar espaços que, segundo algumas autoridades, poderiam ser utilizados para produção de alimentos. Uma das saídas para a produção do novo combustível é a partir de óleo de microalgas. A Algafuel, empresa portuguesa já produz óleo de microalgas para bicombustível com fins industriais. O Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) também têm promovido estudos sobre o assunto, como uma solução para não competir com o espaço rural de produção agrícola. Esse tipo de experiência revela que os pesquisadores estão preocupados com as questões ambientais e socioeconômicas. As algas podem ser criadas com facilidade, em qualquer tipo de água e solo e necessitam luz solar e dióxido de carbono (CO2). Contudo, esse processo se torna menos viável pela questão financeira. É duas vezes mais caro que o produzido normalmente com as oleaginosas. É preciso produção ao mesmo nível da procura, para baixar os preços. Mas, quem sabe nos próximos anos, não seja possível utilizar essa nova descoberta, que de certa forma contribui (e muito) para o meio ambiente. Com um pouco mais de tecnologias e atenção voltada para essa estratégia, ela tende a crescer. Fonte: http://www.biodieselbr.com

Governo Federal X Meio Ambiente

A saída da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva só demonstrou o conflito existente entre a pasta do Meio Ambiente e Governo Federal. Durante os cinco anos em que a ministra ficou no cargo pôde se observar vários conflitos estabelecidos. Podemos colocar como exemplo a concessão das novas hidrelétricas do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, localizadas nas regiões de Santo Antônio e Jirau no Rio Madeira em Roraima, que gerou atritos constantes entre o Ministério do Meio Ambiente com a Casa Civil. Além do desentendimento na afirmação dos últimos dados em relação ao desmatamento da floresta amazônica. Segundo o presidente Lula, os dados não são considerados tão preocupantes, mas para a ministra Marina Silva, os dados não eram só preocupantes, mas também alarmantes. Esse e entre outros embates demonstram que o Governo Federal ainda se confronta com as questões ambientais, e continuam não dando a importância que deveria ser dada para estes assuntos. Será que Calos Minc, atual Secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, convidado para assumir o lugar de Marina Silva enfrentará novos embates com o Governo Federal? Ou será tão polêmico como foi a “militante ambiental” Marina Silva na pasta do Meio Ambiente.

Um grão vale ouro

Do jeito que anda o cenário, daqui há alguns anos vai ser difícil comer arroz e feijão. E o problema não é só no Brasil. A alta nos preços dos alimentos abrange toda a população mundial. Está caro para comer em todos os lugares do mundo, isso quando se tem com o que pagar. Porém, estava mais do que na cara que essa crise ia acontecer mais cedo ou mais tarde.
Enquanto as preocupações dos países eram com os grandes centros urbanos, o campo ficou totalmente esquecido durante décadas. O que era pauta nos últimos anos nas grandes discussões em todo o mundo? O planejamento urbano, industrial, tecnológico e uma série de coisas voltadas sempre para a cidade. Enquanto isso, encontrar políticas agrícolas em desenvolvimento era o mesmo que procurar uma agulha num palheiro.
Um país caracterizado pela industrialização e avanços tecnológicos sempre teve muito mais relevância com relação aqueles que como o Brasil, era voltado para a agricultura. Uma nação de roceiros, caipiras, fazendeiros grossos, e outros “apelidos” era a referência que se tinha dos países agrícolas.
Agora a situação é outra, e quem sai na frente é aquele que produz alimentos e não o que desenvolveu um novo robô ou modelo de celular. A crise dos alimentos é pauta até da reunião do G-8. A preocupação do momento é a alta dos preços dos alimentos, que tiveram uma elevação entre 6% e 20%, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).
Esse aumento significativo ressalta ainda mais a desigualdade social e conseqüentemente haverá um maior número de famintos andando por aí em busca de um prato de comida. Por isso a preocupação em incentivar os países a produzirem e investirem na produção agrícola como forma de conter alta de preços e as conseqüências de tudo isso.
Só assim para o campo ter importância. Vai chover políticas em todo o mundo para melhorar as condições agrícolas. E a cidade agora vai depender ainda mais do campo para comer bem e mais barato, ou pelo menos vai ajudar a pensar alternativas para garantir o que comer.
Imagem retirada do site: www.prefvictorgraeff.com.br